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10 de Junho entre a tecnocracia e o wokismo

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17.06.2026

Nas cerimónias do Dia de Portugal, é comum ver figuras de Estado com um semblante de ateus forçados a assistir a uma cerimónia religiosa, numa atitude de indiferença e cinismo. O que explica que, ano após ano, aquela que deveria ser uma ocasião de exaltação patriótica e de júbilo nacional, não passe de um momento de discursos tépidos e de fretes protocolares embaraçosos?

Claro que esta simples pergunta é suficiente para atiçar os espíritos mais cosmopolitas e desempoeirados. E dir-me-ão que este feriado, no pós-25 de Abril, não deve servir para despertar sentimentos de lealdade à pátria e de coesão identitária. E a direita mais frouxa não hesitará em concordar com esta visão moderna da data, pois tem pouco jeito para alimentar a sede de mitos, para quebrar o espírito dos tempos, para estimular o imaginário popular.

Convencionou-se que datas como esta sejam dominadas por uma sobriedade chata, desfiles militares modestos e, nos piores anos, por exercícios de culpabilização colectiva.

Nesse sentido, António José Seguro serve perfeitamente, com rara mestria, a função de entorpecimento colectivo e de desconexão dos cidadãos com a política. O nosso Presidente é a personificação da obsolescência do regime e, por isso mesmo, merece uma menção especial. Ainda assim, a verdade é que todo o ambiente constrangedor, com uma energia quase fúnebre, explica-se por motivos intrínsecos ao regime. São esses motivos mais permanentes que têm........

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