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Sucesso europeu

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13.03.2026

Portugal assegurou ontem, de forma matemática, o sexto lugar no ranking da UEFA, confirmando a ultrapassagem aos Países Baixos. A partir da época 2027-2028, o futebol português voltará a ter três equipas na Liga dos Campeões, duas delas com entrada direta na fase de liga. Antes de mais, importa felicitar todos os clubes pelas campanhas europeias realizadas e pela pontuação alcançada, contributo decisivo para que este objetivo fosse atingido.

No ranking da presente temporada, Portugal apresenta mesmo o quinto melhor registo entre todas as federações europeias, sendo o único país a intrometer-se entre os chamados cinco grandes. Os resultados alcançados nas competições europeias, fruto do desempenho desportivo das nossas equipas, deixam ainda o país em condições de conquistar uma vaga direta adicional na Liga dos Campeões já na próxima época, caso o vencedor da Liga Europa garanta igualmente o acesso à prova através do respetivo campeonato.

Em 2021, quando Portugal perdeu o sexto lugar, na sequência de um sistema considerado injusto que praticamente equiparou a Liga Conferência às restantes competições e acabou por favorecer os Países Baixos, o futebol português respondeu com trabalho. Ao nível regulamentar foram criadas soluções destinadas a proporcionar melhores condições aos representantes nas provas europeias e a defender o ranking nacional. Entre essas medidas contam-se a introdução de um intervalo mínimo de 72 horas entre jogos domésticos e europeus, condicionantes no sorteio das primeiras jornadas para equipas envolvidas em pré-eliminatórias e a possibilidade de adiamento de partidas, devidamente regulamentada, prática entretanto adotada noutras ligas. Depois, a competência e o talento fizeram o resto, tornando inevitável a recuperação desta posição.

Retomado o sexto lugar do ranking da UEFA, importa agora continuar a trabalhar para consolidar essa posição, com a consciência de que surgem oportunidades no horizonte que não podem ser desperdiçadas. Muitas delas estão identificadas no Plano Estratégico 2024-2036 da FPF, incluindo a reformulação dos quadros competitivos, a centralização dos direitos audiovisuais e a discussão sobre os custos de contexto, tema urgente e com impacto direto na sustentabilidade e competitividade das nossas equipas.


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