Energia: o Norte pode ganhar, ou voltar a perder, a nova corrida industrial europeia
A energia regressou ao lugar onde sempre pertenceu: ao centro das decisões económicas. No Norte, isso não se discute, sente-se. Sente-se no ritmo das fábricas, nas decisões que ficam em suspenso, nos investimentos que aguardam uma variável cada vez mais decisiva: o custo de produzir. A resposta da Comissão Europeia segue um guião compreensível. Proteger famílias e empresas, incentivar a contenção, reforçar reservas, coordenar compras. Tudo necessário. Tudo insuficiente. Para quem vive da indústria, a energia não é um episódio, é estrutura, é a diferença entre avançar ou adiar, entre crescer ou retrair, entre investir ou esperar. Nenhuma economia industrial se constrói sobre a expectativa. A Europa tenta, uma vez........
