O Porto não são só automobilistas
Têm-se ouvido bastantes críticas a algumas iniciativas da Câmara Municipal do Porto na área da mobilidade, nomeadamente à redução da velocidade na zona de Guerra Junqueiro, a reorganização da Rua de Costa Cabral e a retirada de estacionamento na Rua da Alegria.
São preocupações legítimas dos automobilistas, que também somos; mas como as ruas não existem apenas para quem conduz e estaciona carros, importa juntar as perspetivas de peões e utilizadores de transportes públicos, de todas as faixas etárias, condições físicas e níveis económicos.
Ruas que matam demasiado
Começando pela velocidade, há uma razão muito forte para a sua redução: as ruas do Porto também matam.
Em 2019, a Assembleia Municipal aprovou um Plano Municipal de Segurança Rodoviária que apontava para zero vítimas mortais e para uma redução de 30% das vítimas até 2021. Esses objetivos não foram alcançados.
Em 2024, o Porto registou 4.551 acidentes rodoviários, 255 atropelamentos, 28 feridos graves e dois mortos. O ano de 2026 ainda não acabou e temos já pelo menos dois mortos até julho. É difícil olhar para estes números e concluir que o problema da cidade é haver demasiado zelo nesta........
