Para quem é, afinal, o progresso?
O calendário insiste em repetir-se, todos os anos e com diferentes cargas simbólicas. Quando a realidade parece fazer tudo para o desmentir, este ano chega com um peso particular, justa causa para saída à rua, colado a um debate aberto sobre a lei laboral. Reforma, ajuste, desacerto, mais um ajuste, mais uma promessa de equilíbrio entre "modernização" e "protecção". O significado foi-se nas palavras de tanto serem usadas como argumento para quase tudo? Talvez não, quando há uma espécie de ritual nestes processos. Anuncia-se a inevitabilidade da mudança, como se fosse uma força da natureza e não uma escolha política; depois, apresentam-se as........
