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Medo para que te quero

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14.04.2026

Após uma semana de tentativas patéticas de muitos adversários para colocar o "chip" do medo no F. C. Porto, eis que a equipa de Farioli entrou no António Coimbra da Mota para dar a resposta que se esperava: mandona, personalizada, capaz a 90 minutos, a fazer um grande jogo, talvez um dos mais competentes desta época, frente a um adversário difícil e a realizar um excelente campeonato. O mesmo adversário, que criou enormes dificuldades na primeira volta no Dragão, foi agora ultrapassado em competência, solidez e velocidade, em todos os cambiantes do jogo. Este F. C. Porto está diferente e para melhor, como os bons resultados no mês de março bem denotaram. Faltam cinco jornadas mas não se pense que as maiores dificuldades ficaram para trás.

Ainda está por reconhecer o papel fundamental de Pepê na dinâmica coletiva do F. C. Porto. A prova mais evidente da sua importância é a permanência no onze sempre que está em condições para jogar, ele que só perde na versatilidade de posições para Pablo Rosario. É assim com Farioli como foi com Sérgio Conceição (e até com Anselmi, mesmo quando a baixa de forma do luso-brasileiro era mais do que evidente). Autor do primeiro golo, não deixou nunca de encontrar e de promover os equilíbrios coletivos que raramente lhe atribuem os prémios de homem do jogo mas que são cirurgia e pêndulo para qualquer treinador. É evidente que se sentiu o pulmão de Froholdt, a arte de Gabri, a erupção de Pietuszewski e a certeza de Bednarek. Porém, esta equipa não respiraria equilíbrios sem a maturidade, experiência e inteligência de pés e cabeça de Pepê. Depois do jogo com o Tondela ficarão a faltar quatro jogos e, como tal, só o jogo com o Tondela interessa.

*Adepto do F. C. Porto


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