Antes dos testes
A rotatividade de Farioli terá tido um momento de apogeu em Estugarda, com nada menos do que oito novas entradas para o onze. O resultado obtido e a exibição capaz adensam a ideia de que há mesmo duas soluções para cada lugar, como se fosse quase indiferente quem joga. A esta altura, o denominador comum é o "como". A equipa sabe bem o que pode e deve fazer, quais os processos, e ao que se expõe quando recua. Aconteceu perante Sporting e Benfica, com tortuosos momentos finais em que perdemos a resolução e comprometemos o novelo por uma linha. O controlo do jogo, já presente na Alemanha, voltou a ser o estado de espírito dominante no Dragão, frente a um Moreirense debilitado mas tranquilo na tabela para poder ser mais audaz. Em parte, não o conseguiu porque há um colete de forças no jogo que este F. C. Porto veste e lhe serve à medida. Finalmente um jogo tranquilo e com resultado avolumado, que até permitiu dar descanso à suposta segunda equipa que entrará em campo frente ao Estugarda na segunda mão da Liga Europa, na quinta-feira.
A influência de Pietuszewski no arrojo que a equipa apresenta é mais do que evidente. O polaco, com 17 anos feitos, impressiona pela maturidade e audácia que coloca em cada lance, e pela frieza e competência técnica em cada finalização. Mais uma vez a marcar (já lá vão três golos em três jogos), Oskar bate recordes de juventude no clube como se fosse um miúdo crescido, alter-ego do recordista de fundo Pepê, luso-brasileiro responsável pelo equilíbrio atual nas dinâmicas de meio-campo ofensivo, com as costas salvaguardadas pelo dínamo Froholdt. O futebol é o momento, e seria difícil imaginar que o F. C. Porto chegasse a esta fase da época com esta vitalidade física e anímica. Mas há dois momentos da verdade esta semana, frente ao Estugarda e ao Braga. O respeito pelo momento é também ser capaz de ter a humildade de nada dar por adquirido. Serão dois testes, duas finais.
