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Ódio a quem mais ordena

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Invoca-se a consciência individual nas palavras que chegam sempre de mãos lavadas, mascaradas de liberdade e da elegância dos grandes princípios, reclamando para si a nobreza das causas antigas. São palavras treinadas para parecer inocentes. Basta observá-las de perto para perceber que transportam consigo outra intenção, menos luminosa, menos democrática, menos humana. Mudam de sotaque, de bandeira e de circunstância, mas regressam sempre quando a vigilância democrática adormece. A liberdade de expressão, uma dessas expressões sagradas, é uma conquista civilizacional arrancada à censura, ao obscurantismo e à........

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