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Quem não quer emprego estável?

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06.06.2026

A chamada flexibilidade laboral incorpora hoje os mais diversos mecanismos de precarização e de redução de custos do trabalho, mas no discurso político dominante é apresentada como benesse para o trabalhador. A tese de que os jovens não valorizam a estabilidade no emprego é instrumental no objetivo de os preparar para aceitarem ser a primeira geração que vive pior que as anteriores. Isto, quando há mais riqueza que nunca.

Contra a valorização de contratos de trabalho estáveis, argumenta-se que os jovens "querem é compensações imediatas e poder mudar de emprego quando lhes apetecer". Repare-se neste pormenor: um trabalhador que sinta necessidade ou impulso para mudar de emprego, jamais é proibido de o fazer quando tem um contrato........

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