A autópsia do jogador vivo
Todos nós vimos a cena - aconteceu, não é metáfora, foi filmada por três câmaras - em que os jogadores portugueses se reúnem no centro do campo para aplaudir os adeptos depois do 1-1 contra o Congo e Ronaldo não está lá. Já saiu. Já entrou no túnel. Já desapareceu na escuridão da sua sombra - uma sombra de ferro: não pesa só os 80 kg do corpo; tem o peso titânico todo do jogador que ele foi.
41 anos, 143 golos pela seleção, seis Mundiais, e a pergunta paira no ar como um veredicto que ninguém quer ler: ele deve hoje ser titular?
A resposta honesta - e aqui a honestidade é uma forma sofisticada de crueldade - é que não. Vinte e cinco toques, o pior dos titulares. Três remates, todos fora da baliza. Só um duelo ganho em 90 minutos. E aquele jogador do Congo a........
