50 anos de Democracia
Teresa Sá Marques e Hélder Santos, do Departamento de Geografia da FLUP, dirigem um projeto que inclui conferências quinzenais na Fundação de Serralves.
No passado dia 10, o tema foi "Economia e Inovação" e voltámos a ter ex-ministros a fazer relatos e pensamentos de grande interesse e densidade sobre as mudanças em Portugal desde o 25 de abril, reflexões a propósito do presente e indicações para o futuro.
Muitos estudantes acompanharam as intervenções de Augusto Mateus, Manuel Heitor, António Oliveira Costa e Carlos Costa; menos bom foi perceber como tantos (professores, investigadores e responsáveis políticos, designadamente) perdem esta oportunidade de enriquecerem o seu conhecimento.
Não me atrevo a dar conta do que foi dito, além do óbvio: Portugal transfigurou-se, designadamente na formação: passámos de um país com 25% de analfabetos para 55% dos que têm 20 anos a frequentar um curso superior e de 77 investigadores por mil trabalhadores para um rácio idêntico aos países mais avançados. Na economia nem tudo correu bem, devido a fatores externos, com realce para a entrada da China na Organização Mundial do Comércio (2001) e sucessivas crises, mas também internos, como a falta de competitividade e a escassez de médias e grandes empresas. Mas essencial, hoje e no futuro, como sublinhou quem esteve sujeito a perseguição da PIDE e tortura pelo MPLA, é a democracia!
Fiquem atentos, o ciclo "A democracia na transformação do Portugal desenvolvido" continua.
