Com norte: geopolítica da ciência
A produção científica adquiriu uma centralidade inédita na competição global, passando de indicador académico a instrumento de autonomia estratégica e poder internacional. A China, com cerca de 900 mil artigos publicados em 2024, ultrapassou os EUA em volume e impacto, dominando na biotecnologia, engenharias, astronomia e computação. Políticas de longo prazo, forte investimento público e uma articulação estreita e determinada entre academia, indústria e Estado resultaram numa posição de primazia em tecnologias críticas - da robótica às energias de nova geração - que, simultaneamente, expõe fragilidades das democracias ocidentais.
Os EUA continuam a liderar em computação quântica, bioengenharia e........
