Roberto Martínez e a coerente incoerência de não dar minutos
Geovany Quenda, Rodrigo Mora e agora Pedro Gonçalves. Roberto Martínez abriu as portas da seleção aos dois primeiros, jovens com um futuro brilhante pela frente, e chama com regularidade o terceiro, figura maior do renascimento de um Sporting campeão. Só que, de forma coerente, vá lá, não deu minutos a Quenda e a Mora e continua a aproveitar pouco Pedro Gonçalves. Sabemos que os selecionadores costumam ser aversos a muitas mudanças, que têm um grupo em que confiam mais, mas há alturas em que as opções tomadas deixam de fazer sentido. Se com Rodrigo Mora se aceita que não o tenha utilizado na final four da Liga das Nações de 2025, a segunda conquistada por Portugal, o que se passou antes com Quenda e agora com "Pote" já não é aceitável. Não ter utilizado o jovem leão naquele jogo na Croácia, em novembro de 2024, é algo de que Martínez deve estar profundamente arrependido. Com o apuramento quase no bolso de Portugal, não fez sentido nenhum ter efetuado só quatro substituições, privando o esquerdino de uma estreia que faria dele o mais jovem internacional A de sempre. Como não tem qualquer lógica levar Pedro Gonçalves para os amigáveis com o México e os Estados Unidos e o extremo do Sporting ser o único jogador não utilizado. E que a justificação fosse que o relvado em Atlanta não estava bom... Ele que com Martínez regista uns míseros 24 minutos (23+1) nos nove jogos em que foi chamado. A coerente incoerência parece teimosia, para não lhe chamar outra coisa...
