Como sobrevivi a guerras, assaltos e a 200 dólares a mais
Já me perguntaram várias vezes se ao longo da minha carreira em países “pouco pacíficos” alguma vez tive realmente medo.
A resposta curta é: sim. A resposta longa é: sim, várias vezes. Já passei por dois golpes de Estado, um atentado terrorista, duas tentativas de assalto (uma com argumento de arma de fogo bastante convincente), duas tentativas de carjacking e ainda tive o privilégio exótico de apanhar febre tifóide, que não recomendo.
Se não gostasse de adrenalina, provavelmente estaria a vender seguros ou a explicar taxas de juro num balcão de banco (sem qualquer desprimor para estas profissões dignas, úteis e estimáveis).
Mas houve uma situação que se destaca. Não pela violência, mas pela pedagogia.
Corria o ano de 2015 e recebi uma proposta de trabalho para a Guiana, um país, na altura, totalmente desconhecido, que provavelmente teria tido dificuldades em encontrar num mapa. Mais tarde descobri que a minha avó materna tinha nascido precisamente lá, e que milhares de madeirenses tinham emigrado para esse mesmo território no........
