A relva do vizinho... do outro lado do mar
Há temas que, mais do que uma discordância técnica, nos tocam num plano quase instintivo. Este é um deles. Não por uma qualquer lógica de proteção corporativa ou por um impulso regionalista acrítico, mas porque, enquanto advogado a exercer na Madeira, custa-me assistir, com uma regularidade já difícil de ignorar, a opções institucionais que parecem desvalorizar, de forma silenciosa, a capacidade instalada na Região. E custa sobretudo porque sei, por experiência própria e alheia, que essa perceção não corresponde à realidade.
Há uma contradição silenciosa que existe na Região e que, talvez por hábito ou resignação, raramente é enfrentada de frente: a opção reiterada de entidades públicas regionais por escritórios de advogados sediados fora da Madeira, sobretudo em Lisboa, mesmo quando estão em causa litígios que nascem, vivem e são decididos aqui.
Convém dizer isto sem rodeios, mas também sem ressentimentos fáceis: não está em causa a qualidade dos advogados do continente. Não está em causa a liberdade de escolha em abstrato. E muito menos se pretende transformar isto numa querela corporativa. O ponto é outro: é o da........
