A conta que o PSD vai pagar
A reforma laboral foi chumbada a 19 de junho, com o partido da ultradireita a votar ao lado de toda a esquerda. Após meses de negociações, avanços, recuos e duas greves gerais, a proposta de revisão do Código do Trabalho foi rejeitada com os votos contra do Chega, PS, Livre, PCP, BE, PAN e JPP, tendo votado a favor apenas o PSD, CDS e a Iniciativa Liberal.
A PSU desceu à especialidade sem votação na generalidade, e foi nessa antecâmara que o parceiro informal do executivo de Luís Montenegro deixou cair a máscara. A ultradireita viabilizou a PSU na especialidade em troca de imposições sobre o acesso dos imigrantes à nova prestação, depois de o PSD ter cedido em seis das sete exigências apresentadas. O que no caso da PSU foi uma troca, no caso da reforma laboral foi uma rutura. A ultradireita exigiu o que o Governo da República classificou como inegociável (a descida da idade da reforma) e fez cair onze meses de negociações.........
