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112

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12.03.2026

Vivemos num tempo em que a tecnologia nos aproxima da ajuda com um simples gesto. Um número, três algarismos — 112 — representam, para muitos, a última esperança num momento de aflição. É a voz que se procura quando o corpo falha, quando o medo paralisa, quando a vida parece suspensa por um fio. E, no entanto, para outros, esse mesmo número tornou-se um brinquedo. Um passatempo. Um ato inconsequente.

A notícia que revela que cerca de 6% das chamadas de emergência são feitas por “divertimento” não é apenas um dado estatístico. É um espelho perturbador da nossa consciência coletiva. Cada chamada sem fundamento é mais do que uma linha ocupada: é uma ambulância desviada, um bombeiro afastado, um profissional de saúde impedido de chegar a tempo. É, em última instância, uma possibilidade de vida que se perde no silêncio da irresponsabilidade.

Quando........

© JM Madeira