NÃO TEMER FAZER HISTÓRIA
Uma das provas de que a Assembleia Constituinte, em 1976, aprovou um modelo político-administrativo que mereceu o repúdio do Povo Madeirense, foi a grande manifestação de protesto que, imediatamente, aconteceu no Largo do Colégio, à qual acorreram Cidadãos e Cidadãs de todos os Municípios.
A posição do Partido que, no Arquipélago, titulou a maioria constitucional (PSD elegeu 5 Deputados, o PS 1) foi esta: “apesar de alguns passos históricos em relação às Autonomias insulares, mantêm-se resquícios coloniais”.
E a prova de que o sucedido “mudava alguma coisa, para que tudo ficasse na mesma” (ver a obra-prima cinematográfica “O Leopardo”), foi que até 1986, e desde 1433, os saldos fiscais foram sempre favoráveis a Lisboa.
Depois, às carreiras, em Lisboa, praticamente numa noite desse ano de 1976, três pessoas cozinharam um Estatuto Político “provisório”, pois a então denominada “assembleia regional” como se fosse mais uma “assembleia” qualquer, por exemplo de condomínio, teria de ser eleita!
Sei que um dos Autores, a mim próprio por Ele confirmado, na altura “profetizou”, uma vez a peça concluída, que de aí a dez anos os Povos insulares não iriam querer ouvir falar mais de Autonomia.
Face ao que de desprezível este........
