A NFL pode crescer mais? O próximo embate está em quem define a moeda da audiência
A três dias do jogo de abertura da temporada da NFL, nesta quarta-feira, em Seattle, com os Seahawks recebendo os Patriots, os donos das franquias da NFL concluíram a extensão de contrato com o comissário Roger Goodell.
Não existiu oposição conhecida entre os proprietários à extensão do vínculo que venceria somente em março. O novo acordo foi prorrogado até 2031, justamente um ano depois da janela de opt-out de 2029/2030 que permitirá renegociar a maioria dos contratos de mídia.
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O atual acordo de US$ 110 bilhões assinado em 2021, com validade até 2033/34, foi sacramentado dois anos após a última renovação de Goodell, garantindo ao comissário uma remuneração que pode chegar a US$ 200 milhões, grande parte baseada no desempenho determinado por diversos comitês de proprietários.
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Relatos de fontes ouvidas pelo Front Office Sports afirmam que o comissário “vale o que os proprietários lhe pagam, com base no dinheiro que ele gerou para eles, seus times, a liga e os jogadores”.
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A lua de mel entre Goodell e os mandatários das equipes acontece enquanto a liga busca ampliar sua presença internacional, com a possibilidade de chegar a 16 jogos fora dos Estados Unidos por temporada, um para cada franquia, dentro de uma eventual temporada regular de 18 partidas.
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A nova expansão, que inclui a estreia da Austrália no calendário internacional da NFL, acontece enquanto o mercado doméstico exige atenção a questões relacionadas à mídia e que interferem na expectativa de uma nova renovação inflada buscada por Goodell, com contratos 50% a 60% maiores
No início do mês passado, o presidente executivo e CEO da Fox Corp., Lachlan Murdoch, anunciou que sua empresa “não fará nenhuma alteração em nosso contrato vigente (com a NFL), que se estende até o final da temporada de 2029”.
Em outras palavras, conversas informais entre a Fox e a NFL vinham acontecendo nos últimos meses, mas Murdoch queria deixar claro aos investidores que a principal parceira televisiva da liga não anteciparia uma eventual prorrogação.
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O tom de Murdoch, de quem está em posição de vantagem na mesa, na verdade, não parece tão realista. Conforme escreveu Anthony Crupi, do Sportico, por mais plausível que seja a existência de um cenário no qual Fox e NFL desejem seguir caminhos separados, “vivemos em uma realidade onde isso não acontece”.
O jornalista lembrou que a Fox precisa da NFL porque os jogos ao vivo representam mais de US$ 1,3 bilhão em receita publicitária anual e quase 65% do tempo total que os telespectadores passam assistindo à programação linear da emissora durante a temporada.
A NFL, por sua vez, depende de parceiros como a Fox porque existem “poucas empresas de mídia” capazes de produzir seis ou sete jogos por semana com o nível de qualidade exigido pela liga.
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Goodell já vinha antecipando as conversas para o próximo ciclo de mídia, repetindo a estratégia adotada anteriormente com a CBS, com quem iniciou discussões antecipadas.
A negociação futura, porém, não depende apenas da disposição dos parceiros tradicionais em continuar pagando mais. Ela também passa pela capacidade da NFL de provar que seu produto continua crescendo. E, nesse........
