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Incentivos mal desenhados não ‘ajudam menos’, eles prejudicam diretamente o resultado

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09.02.2026

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Um resultado ruim se segue, invariavelmente, de explicações colocando a culpa ou parte dela nas pessoas. ‘Falta de perfil’, ‘baixa maturidade’, ‘pouco protagonismo’ são algumas das avaliações mais comuns. Apenas que, em muitos casos, o problema não está nas pessoas, mas nos incentivos.

É muito comum que empresas subestimem o poder que sistemas de metas, bônus, promoções e reconhecimento exercem sobre o comportamento cotidiano. Incentivos fazem muito mais que apenas direcionar esforços: eles ensinam o que vale ou não a pena fazer.

Embora digam valorizar colaboração, visão de longo prazo e decisões responsáveis, na prática empresas recompensam quem bate número isolado, resolve crises de última hora ou entrega resultado rápido – mesmo às custas do time e do processo correto.

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Esse descompasso gera um efeito previsível: profissionais aprendem a priorizar o que é recompensado e tolerado, não o que é comunicado. Não se trata de má fé, mas da adaptação racional a um sistema mal calibrado de incentivos.

Uma parcela relevante dos comportamentos disfuncionais de uma empresa não nasce de falhas éticas individuais, mostram estudos da Harvard Business Review. Eles são consequência de metas e incentivos que estimulam escolhas ruins.........

© InfoMoney