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O fantasma de 2018: como o medo de uma greve parou o Brasil (nas redes)

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26.03.2026

Em março de 2026, a internet brasileira viveu um daqueles momentos de “déjà vu” coletivo. Bastou o preço do diesel ensaiar uma subida mais íngreme para que o fantasma de 2018 voltasse a assombrar as timelines. Mas, desta vez, o desfecho não foi o desabastecimento nas gôndolas, e sim uma aula de como a histeria digital pode criar uma crise antes mesmo do primeiro caminhão encostar no acostamento.

Sejamos francos: 1,8 mil vozes no X não param o Brasil. Em um país de dimensões continentais e milhões de motoristas, esse volume de menções é um sussurro estatístico. No entanto, ao monitorarmos o pulso digital através do Claritor, o que vimos foi a anatomia de um medo. Esse pequeno grupo de perfis conseguiu gerar um impacto desproporcional: 4,9 milhões de visualizações e um alcance potencial de 389 milhões. Não foi uma greve; foi um surto de ansiedade coletiva alimentado por algoritmos.

O gatilho do trauma: a memória da paralisação de 2018

A chave para entender a desproporção entre o........

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