Do ponto A ao ponto B: o que a história da plataforma Casar.com ensina sobre crescer com sustentabilidade
Todo mundo que decide abrir uma empresa, mais cedo ou mais tarde, esbarra no mesmo dilema: como ir do ponto A ao ponto B?Essa é a pergunta que persegue quem tenta sair da inércia e, quase sempre, aparece de forma bem pragmática na mesa de negociação com investidores.
Eles adoram questionar a sua capacidade de cruzar essa ponte, mas raramente definem o que diabos é o “ponto A” e muito menos o “ponto B”.
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Sendo bem honesto, levei anos (e tomei muita cabeçada) para aprender a responder a isso.
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A matemática da escassez
Entender que o ponto A é a largada é a parte óbvia. Mas e o destino seguinte? Ele é medido por um prazo? Por uma meta de faturamento? Pela entrega de uma nova versão do produto? Ou tudo isso junto?
Se já é difícil desenhar a primeira etapa, imagina o resto do alfabeto. Depois de patinar bastante, cheguei a uma lógica que, pelo menos para mim, tem funcionado muito bem para deixar essa visão mais clara.Funciona assim: o ponto A é aquele modelo de negócio que te permite gerar receita desde o primeiro dia, usando o mínimo possível de recursos externos – seja dinheiro, infraestrutura ou conhecimento de terceiros.
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O ponto B, por consequência, precisa ser o seu primeiro marco factível. Aquela meta que dá para bater usando exatamente esses recursos escassos........
