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Divergência política sim, mas sem desumanização

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07.10.2026

No calor da disputa eleitoral, os nervos ficam mais à flor da pele. É mais frequente, nessa ocasião, os ataques contra os adversários políticos. Eu mesmo não vou me isentar de responsabilidade: minha fala sobre a Bahia ser o câncer do Brasil pegou muito mal, e muitos baianos se sentiram ofendidos. Eu não quis dizer que o baiano em si era um câncer, e sim que o estado era reduto do petismo, que julgo ser uma praga política que espalha miséria pelo povo. Mas entendo que a fala possa ter gerado confusão e me retrato perante quem se sentiu atingido. Meu objetivo é eliminar o lulismo no estado, não eliminar o estado do país.

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A divergência política é sempre legítima. Eu diria fundamental em qualquer democracia. O que não é legítimo é tratar o outro como menos gente por causa dela. Em maio de 2024, o Rio Grande do Sul viveu a pior tragédia climática da sua história. As chuvas deixaram cerca de 183 mortos, dezenas de desaparecidos e mais de 2,3 milhões de pessoas atingidas. Cidades inteiras ficaram debaixo d’água. Famílias perderam casa, documento, trabalho e, em muitos casos, alguém que amavam. Diante disso, o mínimo que se espera de uma sociedade adulta é solidariedade. O que parte da internet ofereceu foi outra coisa.

Enquanto gente era resgatada de telhado, circularam vídeos e posts tratando as vítimas como categoria política. Uma influenciadora chegou a rir de........

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