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É proibido fumar, companheiro: o Grande Irmão está preocupado com a sua saúde

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26.04.2026

Comecei a trabalhar em uma época em que todo mundo fumava. Não havia qualquer restrição ao cigarro. Fumar já tinha sido considerado um hábito saudável e ainda era visto como um sinal de sofisticação.

Restaurantes e aviões tinham uma seção de fumantes. Como não havia nenhuma separação física entre essa área e o resto do avião, a fumaça se espalhava. Todos fumávamos. A primeira vez que fui aos EUA, minha poltrona era na primeira fileira da área de não-fumantes. Diante de mim, dezenas de cigarros ficaram acesos durante a viagem. Cheguei em solo americano sentindo tontura e enjoo de tanto fumar de segunda mão.

Nos escritórios, em geral, nem área de fumantes havia – o fumo era totalmente liberado. Devido à arquitetura peculiar do edifício-sede da Petrobrás, onde comecei a trabalhar em 1985, era comum que reuniões fossem realizadas em pequenas salas sem janelas e sem qualquer ventilação. Sempre havia fumantes. No final das reuniões, a roupa ficava impregnada de fumaça.

Para mim, as décadas de 1970 e 1980 cheiram a cigarro.

Quando começaram as proibições contra o fumo, achei ótimo. A liberdade de fumar foi ficando cada vez mais restrita:........

© Gazeta do Povo