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Quando o fracasso torna Putin mais perigoso

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25.05.2026

Hoje, a invasão russa à Ucrânia completa 1.551 dias – exatamente 4 anos, 3 meses e 1 dia. Isso significa que, no próximo dia 11 de junho, daqui a menos de 3 semanas, a guerra em solo ucraniano ultrapassará, em extensão no tempo, a Primeira Guerra Mundial.

O conflito iniciado pelo presidente russo Vladimir Putin, em 24 de fevereiro de 2022, era para ser breve. Aliás, no seu discurso oficial, nem mesmo guerra era para ser, sendo chamada, insistentemente e contra todos os fatos, eufemisticamente, de “Operação Militar Especial”. Seus objetivos, repetidos insistentemente pela propaganda russa, eram três:

(1) “desmilitarização”, ou seja, eliminação ou limitação drástica da capacidade militar ucraniana;

(2) “desnazificação”, que, no discurso russo, seria a eliminação dos assim chamados “elementos neonazistas” do poder e da sociedade ucraniana; e

(3) imposição de um “status de neutralidade” à Ucrânia, impedindo que o país aderisse à OTAN ou à União Europeia, mantendo-o fora de alianças militares ocidentais.

Após todos esses anos e centenas de milhares de mortes, a Rússia falhou em alcançar quaisquer de seus objetivos.

A Ucrânia não está “desmilitarizada”; pelo contrário. O exército ucraniano se adaptou e aprendeu a lutar contra um inimigo que se apresentava como sendo muito mais poderoso, tornando-se um dos exércitos mais experientes e inovadores do mundo

A Ucrânia não está “desmilitarizada”; pelo contrário. O exército ucraniano se adaptou e aprendeu a lutar contra um inimigo que se apresentava como sendo muito mais........

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