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Abolição: autorizada a violência de gênero da esquerda

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13.05.2026

“Que, portanto, homens sérios, querem ser seriamente representados, e não por quarentonas que desconhecem a própria idade, o próprio sexo, a própria posição?... Batalha das Flores! Cuidado, Senhora! Que estas flores não se vos tornem demasiado encarnadas, que elas se não vos tornem vermelhas.” (Silva Jardim, jornalista republicano)

Escrevo esse artigo no 13 de maio, dia da Abolição, o maior acontecimento político e social da história brasileira. Sobre ele já falei em várias ocasiões aqui, nesta Gazeta do Povo, sobretudo num longo artigo desmascarando as falsificações sobre todo o processo da abolição no Brasil e seus protagonistas. A abolição da escravatura foi, sim, um movimento social popular, oriundo não só das classes intelectuais capitaneadas por André Rebouças, Joaquim Nabuco e José do Patrocínio, mas da população em geral, que, ao longo da década de 1880, aderiu maciçamente à causa, e, também, da monarquia, que sempre desejou o fim da escravidão no país (como defendo no artigo supracitado).

Entretanto, a data – que para mim deveria ser feriado nacional –, tendo se tornado objetivo de disputa política desde o golpe republicano de 1889 e, depois, pelos movimentos negros, perdeu completamente a sua importância histórica, passando de sua associação com a monarquia deposta, primeiro como um estratagema para garantir o Terceiro Reinado; depois, como um acontecimento incompleto, que não garantiu cidadania real aos libertos.

Negar a participação da Princesa Isabel não só no ato de assinar a lei, mas sua intensa participação no movimento abolicionista é negar a história

Negar a participação da Princesa Isabel não só no ato de assinar a lei, mas sua intensa participação no movimento abolicionista é negar a história

Posteriormente, todo o crédito recaiu sobre a princesa imperial, que, tendo sua imagem de “Redentora” resgatada pelo Estado Novo, assumiu o protagonismo exclusivo da abolição por causa da assinatura da Lei Áurea. Lembro-me de jamais ter ouvido falar dos abolicionistas, nem de todo o longo processo de lutas, articulações, estratégias e organização que foram necessários para que, em 13 de maio de 1888, a princesa pudesse, finalmente, sancionar os dois artigos mais........

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