Neymar e a loucura política brasileira
Numa longínqua manhã, há 37 anos, a saudosa professora Maria Helena Viana entrou na sala de aula – onde 12 jovens alunos se sentavam diante de velhas máquinas de escrever – e nos ensinou a lição básica do jornalismo: o que é o lead. Nunca mais me esqueci das seis perguntinhas básicas que toda matéria jornalística deve responder: Quê? Quem? Como? Quando? Onde? Por quê? E o primeiro exercício que Maria Helena nos mandou fazer foi um lead sobre o caso do goleiro chileno Rojas, que simulou ter sido atingido por um rojão durante uma partida das Eliminatórias da Copa do Mundo, no Maracanã, para tentar salvar o seu time da desclassificação.
As perguntas do lead, como vim a descobrir com o tempo, guardam em si a maior virtude que um jornalista deve possuir: o amor à verdade. Infelizmente, esse amor à verdade acaba sendo suplantado, em nossas escolas de Jornalismo, por uma frase que constantemente é repetida pela maioria dos professores: O jornalista é um agente de transformação social. O resultado é que a maioria dos jornalistas acaba por amar o poder antes de amar a verdade. Para o........
