Aventuras de um cronista caipira na cidade de São Paulo
1. No princípio foi a queda. Desembarquei em São Paulo às 5 da manhã, no Terminal da Barra Funda, levando duas malas. Resolvi ir a pé e rezando até a casa da minha tia, a dois quarteirões. No entanto, a garoa da madrugada tinha deixado as calçadas úmidas. Escorreguei e levei um baita tombo, caindo de joelhos e cotovelos no chão frio da Pauliceia. Foi uma queda em câmera lenta; tive tempo suficiente para pensar “Cristo está comigo” e achar graça da cena. Uma moça que passava na outra calçada e perguntou:
— Você está bem, moço?
— Obrigado pelo “moço”. Sim, estou bem. Só ralei o joelho.
Sorri e lhe mostrei o terço. Ela também sorriu.
Receba um e-mail do Briguet: Inscreva-se grátis na Newsletter do Paulo Briguet e ganhe uma crônica exclusiva por e-mail todas as semanas.
2. Nasci em São Paulo, em 1970, poucos dias depois da final da Copa. Mas, como vivo há quase 40 anos em Londrina, sinto-me um caipira completo na metrópole. Quando passei pela Faria Lima,........
