Historiador associa “estrela de Belém” a sequência de eventos significativos em março
Quem for à missa neste domingo (ou neste sábado à tarde), solenidade da Epifania, vai ouvir o início do capítulo 2 do evangelho de São Mateus, que descreve a visita dos “magos” que “vieram do Oriente” ao Menino Jesus. “Vimos sua estrela no Oriente”, disseram eles ao rei Herodes ao chegar a Jerusalém. É a única menção, nos quatro evangelhos, ao que chamamos de “estrela de Belém”, um fenômeno que intriga muita gente, em especial os aficionados por astronomia. O que, afinal, ela era? Robert William Weber, mestre em História, publicou meses atrás um artigo (disponível gratuitamente no Academia.edu) apresentando a hipótese de uma sequência de acontecimentos que poderia ser associada à estrela de Belém.
Weber começa recordando a passagem do Gênesis segundo o Sol, a Lua e as estrelas surgiram no quarto dia da criação. A cada 28 anos, os judeus comemoram o retorno do Sol ao seu “marco zero”, o ponto exato no céu onde ele teria sido criado, na celebração do Birkat Hachama, o mais recente dos quais ocorreu em 2009 (eu contei essa história aqui no Tubo de Ensaio). Naquele ano, o acontecimento foi ainda mais especial por ocorrer no início da Páscoa judaica, uma coincidência que, segundo Weber, muitos rabinos veem como apropriada para a vinda do Messias. O historiador ainda faz uma recapitulação bastante abrangente de antigos sábios judaicos para os quais não apenas a criação, mas também os nascimentos e mortes dos patriarcas ocorreram no mês de Nisan. Nascer e morrer no mesmo dia do ano era entendido como uma “vida completa” na tradição judaica. Isso poderia dar alguma........





















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