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E se Flávio ganhar a eleição?

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25.01.2026

Uma pesquisa Futura/Apex divulgada ontem indica que o senador Flávio Bolsonaro derrotaria Lula em um eventual segundo turno na eleição para presidente: neste cenário, Flávio aparece com 48,1% das intenções de voto, e Lula com 41,9% – uma diferença de 6,2 pontos. Seguramente, esta ascensão meteórica de Flávio não estava nos planos do sistema.

A hipótese de uma vitória de Flávio Bolsonaro já deixou de ser mera especulação ociosa. Ela funcionaria como um teste de estresse do sistema político brasileiro, tal como ele se consolidou nos últimos anos: um arranjo marcado pela hipertrofia do Judiciário; pela tutela permanente da política pelo STF; pela aliança orgânica entre lulopetismo, grande mídia e setores do establishment financeiro; e por uma direita que, apesar do imenso apoio popular, ainda atua sob severo cerco institucional e simbólico.

Flávio presidente representaria um choque de realidade. Não porque ele encarne um projeto revolucionário ou um rompimento radical com a ordem vigente, mas porque sua vitória significaria a rejeição explícita, pelo voto, do consenso artificial que se instalou no país após 2022.

Se acontecer, será a demonstração de que a tentativa de exterminar politicamente um movimento inteiro por meio de decisões judiciais expansivas, censura indireta e controle do debate público fracassou miseravelmente. A sociedade terá dito “não” à ideia de que certos campos políticos podem ser excluídos do jogo democrático por decisão administrativa.

É chover no molhado dizer que o STF há muito tempo deixou de atuar apenas como Corte constitucional. Tornou-se poder moderador informal, árbitro permanente e, em diversos momentos, protagonista direto da política brasileira.

Críticos da Corte argumentam que ela se transformou em um supergoverno, interferindo de forma recorrente em políticas do Executivo e do Legislativo. Inevitavelmente, a vitória de Flávio Bolsonaro colocaria no........

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