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Com penduricalhos, Judiciário paga até R$ 313,8 mil de salário

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22.06.2026

O juiz inativo Márcio Bueno, de segunda entrância de Juiz de Fora (MG), teve renda bruta de R$ 313,8 mil em fevereiro — o equivalente a 6,7 tetos remuneratórios. A maior parte da renda veio de “direitos eventuais”: R$ 134 mil. As “indenizações” somaram mais R$ 133 mil. A renda líquida foi de R$ 295 mil.

Esses penduricalhos estão sob sigilo. Eles incluem verbas como “pagamentos retroativos” e “venda” de férias. Em um único mês, somando todos os Tribunais de Justiça dos Estados, os “direitos eventuais” consumiram R$ 606 milhões. As “indenizações”, mais R$ 315 milhões; os direitos pessoais, outros R$ 104 milhões. O subsídio (salário-base) custou R$ 664 milhões, com média de R$ 34 mil. No total, a despesa chegou a R$ 1,7 bilhão.

Edson Madeira, juiz de entrância especial, também de Juiz de Fora, teve renda bruta de R$ 274 mil e renda líquida de R$ 247 mil. O desembargador Rômulo Mendes (TJDF) registrou renda total de R$ 254 mil, com rendimento líquido de R$ 167 mil. Seus direitos eventuais somaram R$ 174 mil. O desembargador Geraldo Crispim (TJGO) recebeu R$ 295 mil, com R$ 273 mil líquidos. O juiz Argenildo dos Santos (TJBA) teve renda bruta de R$ 251 mil, sendo R$ 205 mil em “direitos eventuais”. A renda líquida........

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