O que seria da Seleção brasileira se a escalação fosse por cotas?
Em tempos de Copa do Mundo, todo ou quase todo brasileiro tem sua lista de qual deveria ser a equipe titular da Seleção. Nas rodas de café no trabalho, nas mesas de bar com os amigos ou em casa com a família, uma hora ou outra o assunto acaba surgindo na conversa, principalmente quando a Seleção ainda busca sua melhor formação para tentar conquistar o hexacampeonato, como é o caso agora.
Alguns acham que o garoto Endrick, de apenas 19 anos, que despontou no Palmeiras, passou sem tanto brilho pelo Real Madrid e se reencontrou no Lyon, deveria ser o centroavante titular, em vez de esquentar o banco de reservas. Outros afirmam que o meia Casemiro, de 34 anos, ex-São Paulo, ex-Real Madrid e ex-Manchester United, “foi o que mais decepcionou” no jogo contra o Marrocos, o primeiro do Brasil na Copa, e deveria perder seu lugar no time.
Mesmo a convocação do craque Neymar virou motivo de polêmica entre comentaristas e torcedores. Até o presidente Lula deu seu pitaco sobre a questão após o empate da Seleção em sua estreia no torneio, dez dias atrás. “O Neymar é o primeiro convocado home office”, ironizou Lula, pelo fato de ele ter sido chamado pelo técnico Carlo Ancelotti ainda se recuperando de uma lesão muscular.
Cada um, enfim, tem suas preferências sobre quais seriam os jogadores mais indicados para defender o Brasil, sempre considerando, é claro, a qualificação técnica dos escolhidos e a formação que traria os melhores resultados em campo.
Em meio a essa discussão sobre os convocados e sobre qual seria a melhor escalação, uma pergunta me veio à mente: o que aconteceria com a Seleção se, na hora de definir a equipe titular ou mesmo quem será convocado, Ancelotti tivesse de preencher cotas de acesso e inclusão? Já pensou se ele tivesse de convocar e escalar um número mínimo de negros, de “descamisados”, de trans e de deficientes? E se ele não........
