Terra Santa: uma experiência transformadora
Acabo de regressar de uma viagem à Terra Santa. Não se trata de um passeio turístico nem de uma simples jornada cultural. É uma experiência forte. Profunda. Daquelas que atingem o núcleo da alma e obrigam a rever prioridades, certezas e modos de viver. Caminhar por onde Jesus nasceu, viveu, sofreu, morreu e ressuscitou provoca uma espécie de abalo interior – sereno, mas irreversível. Volta-se diferente. A vida segue, os compromissos permanecem, mas o olhar já não é o mesmo.
A Terra Santa não impressiona apenas pela história. Ela fala. Interpela. Silencia ruídos interiores. Em Nazaré, Belém, Cafarnaum, no Calvário ou diante do Santo Sepulcro, percebe-se que o cristianismo não é uma ideia abstrata nem um discurso moral. É um acontecimento. Um Deus que entrou na história, pisou o chão da humanidade e assumiu nossas dores para redimi-las. Esse contato direto com as origens da fé tem força pedagógica e espiritual incomparável.
Vivemos tempos de dispersão interior. As pessoas correm, conectam-se o tempo todo, opinam sobre tudo, mas poucas sabem, de fato, quem são. Há excesso de informação e escassez de sentido. A dispersão é a algema moderna. O medo do cancelamento é uma prisão. Multiplicam-se as telas, mas cresce o vazio. A inquietação moderna não é apenas social ou política. É existencial. Falta silêncio. Falta interioridade. Falta Deus.
Caminhar por onde Jesus nasceu, viveu, sofreu, morreu e ressuscitou provoca uma........
