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Estabilidade sem resultados

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14.02.2026

O país está farto de floreados e pirotecnias e deseja ser governado. A mediocridade da economia e do Estado pesa sobre a vida das pes­soas como um fado invencível e perpétuo. Nos últimos 20 anos, 93% do emprego criado foi remunerado com o salário mínimo. Em 2023, 25% do trabalho auferia o salário mínimo. Em 2002 esta percentagem correspondia a 5,4%. Os salários baixos, a fiscalidade alta, a subida do custo de vida, a habitação inacessível e a duplicação de despesas, por ineficiência dos serviços públicos, estão a arruinar a classe média. A pauperização da classe média reflete-se na orientação do consumo. A sociedade adapta-se, penosamente, a uma realidade que se assemelha a um estado de austeridade perpétua. E 65 mil portugueses abandonam o país todos os anos.


© Expresso