Santinha
Bela Milene está de costas para nós, ainda que se veja ao espelho, daí não lhe vermos a lágrima furtiva. Verte-a por tristeza incontida e sentimento de injustiça, duas coisas que, juntas, são dinamite para peitos frágeis. No dela habita o mais perfeito exemplar de coração no sítio certo, sempre a bater, célere e ansioso como um lindo colibri, de cada vez que enfrenta emoções fortes, como abraçar um menino ou uma velhinha que lhe tragam ao programa. O menino sofrerá de bullying na escola e a velhinha será pobre, e ambos receberão de Bela Milene a certeza certezinha, juramentada perante o público que aplaude, de que logo no dia seguinte sentirão melhoras das suas condições.
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