A revisão constitucional não pode ser uma vingança
António José Seguro disse-o de forma exemplar. Não é a Constituição a responsável pelos problemas que o país enfrenta, é o que fazemos com ela. O foco colocado onde ele deve estar, nos políticos e nas suas políticas que, ao longo de 50 anos e sete revisões constitucionais, moldaram o país. A ideia e obsessão de uma nova revisão constitucional, como se fosse a resposta para todos os males, é demasiado básica. Talvez por isso mesmo seja liderada por André Ventura, que aproveita todas as oportunidades para tentar simplificar a realidade. O líder do Chega insiste em resumir o complicado em respostas simples, insiste que tudo é fácil de resolver porque é sobre a ideia de facilitismo que o seu partido cresceu e continuará a crescer. Duvido mesmo que Ventura queira de facto uma revisão constitucional, pelo menos agora. O que ele quer é defendê-la e fazer tudo para que falhe para se poder vitimizar e continuar a vender sonhos baseados em mentiras.
SubscreverJá é Subscritor?Faça login e continue a ler
Inserir CódigoComprou o Expresso?Insira o código presente na Revista E para continuar a ler
