Eucaliptar, abandonar, deixar arder: Pedrógão Grande como política pública
Há poucos meses, Pedrógão Grande foi atingido pelo comboio de tempestades que devastou a zona Centro do país. Como em outras áreas afectadas, vastas extensões de floresta foram derrubadas pelos ventos. A maioria absoluta destas dezenas de milhares de hectares de árvores caídas ainda estão no chão. São madeira seca que bloqueia caminhos, estradas e são combustível altamente sensível ao calor. Estão em toda a zona Centro. Os trabalhos de remoção desta madeira foram mínimos, apesar da propaganda de ódio aos pobres que é dizer que agora são os prisioneiros que vão limpar as florestas.
Considerando os últimos anos, em 2026 há risco máximo de incêndio nas regiões de Monchique, Arouca, São Pedro Sul, Tondela, Nelas, Carregal do Sal, Arganil, Oliveira do Hospital, Seia, Gouveia, Guarda, Celorico da Beira, Torre de Moncorvo, Carrazeda de Ansiães. Mas não são só estas zonas. Há áreas afectadas pelo comboio de tempestades de Janeiro que também estão em risco máximo de incêndio, compondo risco em cima de risco: Marinha Grande, Vieira de Leiria, Mira, Fátima, Porto de Mós, Torres Novas, Alvaiázere, Figueiró dos Vinhos, Castanheira de Pera, Sertã, Sardoal, Mação, Tomar, Vila de Rei, Proença-a-Nova, Covilhã, Rio Maior e…........
