Maria da Precariedade
Uma amiga nossa, a escritora Maria da Precariedade, recebeu um honroso convite, dirigido por alta instância de uma universidade privada, para “participar numa sessão integrada na celebração do Dia Internacional da Mulher, enquanto agente de criação e de transformação social, através da produção literária e artística.” O convite decorria “da convicção da importância que reveste o conhecimento da obra (da Maria) pelas gerações mais novas, do trabalho que exerce sobre a palavra e dos temas que com ela representa, questionando, através de instâncias enunciativas femininas, o statu quo e as narrativas instaladas”. A instituição em questão mostrava-se “reconhecedora do enorme valor e da singularidade do seu trabalho literário no panorama editorial português contemporâneo”. A sessão seria transmitida online para todos os campus universitários da instituição, abrangendo milhares de alunos. Que honra! O seu trabalho era reconhecido, caramba!
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