História do Cerco a Saramago
O episódio ficou como um dos momentos mais embaraçosos da relação entre política e cultura em Portugal: em 1992, o então subsecretário de Estado da Cultura, António Sousa Lara, decidiu excluir o romance O Evangelho segundo Jesus Cristo, de José Saramago, da lista de obras candidatas ao Prémio Literário Europeu, alegando que o livro “ofendia os católicos”. A decisão, tomada já depois de o júri ter indicado a obra, foi vista como um ato de censura política e gerou indignação dentro e fora de portas. Por isto (ou terá sido o derradeiro pretexto), Saramago saiu de Portugal, fixando-se em Lanzarote, num gesto que transformou o caso num símbolo duradouro de ingerência do poder político na liberdade literária.
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