Os exames digitais e os neomarxistas tontos
A digitalização das avaliações fez regressar às televisões gente que aproveita o progresso inevitável para voltar à revolução. A digitalização é a mercadoria, mais uma etapa na alienação da sociedade.
Há mais de um século que as correntes marxistas marcaram o pensamento ocidental.
Mesmo nos períodos de governação das direitas, de que são mais relevantes os tempos de Tatcher e Reagan, as academias, nos universos das ciências sociais, nunca deixaram de caminhar para a revolução, aliando pensamento, expressão artística e media.
Por incrível que pareça, foi no país do capitalismo onde mais medraram essas correntes.
Nas décadas de 1960 e 1970, muitos gramscianos atravessaram os grupos de extrema-esquerda, simpatizaram com os terroristas em alguns dos países da Europa não comunista, deram-se bem com o narcotráfico sul-americano.
Findo esse tempo, decidiram-se no assalto aos partidos da esquerda moderada, substituíram os velhos democratas anticomunistas e antifascistas e criaram novas agendas de dilaceração das sociedades.
Usufrutuários das bondades do capitalismo, alimentaram o anticapitalismo de café ou de manif, negaram-se, por défice de agregação à realidade, a um trabalho de transformação e limitação do capitalismo para o fazer mais decente.
A universidade e a comunicação social eram o bastante para se consagrarem intelectuais tradicionais e orgânicos, apareciam de mansinho por ausência de uma cultura sólida........
