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O PS não pode ser barriga de aluguer

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01.10.2026

Na minha curta passagem pela direção de campanha do PS em 2015, conheci Mário Centeno. Pareceu-me sustentado nas finanças públicas, identificava-me com ele nas questões do mercado de trabalho. Porém, a primeira imagem que deixou no universo da direção do partido e dos cabeça de lista foi a de alguém “verde”, fora do contexto político e partidário e muito débil nas questões sectoriais da governação.

A sua escolha para ministro das Finanças deve ser vista no contexto de um governo improvável, o seu desempenho deve ser enquadrado pelas transformações que se verificaram na política europeia e em especial no BCE.

Lentamente foi ficando mais rijo, menos nerd e a autoconfiança crescia.

Havia, porém, uma dúvida – Centeno tinha-se recriado ou só tinha inchado? Durante bastante tempo a minha leitura bondosa foi no sentido de que se tinha recriado. Nem mesmo a sua desautorização a Costa, assistida em direto pelo país, e a sua nomeação abstrusa para Governador do Bando de Portugal, me implicaram.

Cheguei a fazer um boneco de Centeno que o habilitava a ser candidato a........

© Expresso