O PS não pode ser barriga de aluguer
Na minha curta passagem pela direção de campanha do PS em 2015, conheci Mário Centeno. Pareceu-me sustentado nas finanças públicas, identificava-me com ele nas questões do mercado de trabalho. Porém, a primeira imagem que deixou no universo da direção do partido e dos cabeça de lista foi a de alguém “verde”, fora do contexto político e partidário e muito débil nas questões sectoriais da governação.
A sua escolha para ministro das Finanças deve ser vista no contexto de um governo improvável, o seu desempenho deve ser enquadrado pelas transformações que se verificaram na política europeia e em especial no BCE.
Lentamente foi ficando mais rijo, menos nerd e a autoconfiança crescia.
Havia, porém, uma dúvida – Centeno tinha-se recriado ou só tinha inchado? Durante bastante tempo a minha leitura bondosa foi no sentido de que se tinha recriado. Nem mesmo a sua desautorização a Costa, assistida em direto pelo país, e a sua nomeação abstrusa para Governador do Bando de Portugal, me implicaram.
Cheguei a fazer um boneco de Centeno que o habilitava a ser candidato a........
