A janela de oportunidade que levou os EUA a atacar o Irão
O ataque norte-americano ao Irão, iniciado na manhã de sábado, não é um impulso de última hora. Era previsível.
A mobilização contínua de meios militares dos Estados Unidos para o Médio Oriente, desde janeiro, tornava praticamente inevitável um desfecho desta natureza.
Dois grupos de porta-aviões, centenas de aeronaves de várias valências operacionais e reforço de meios em bases na região não constituem uma mensagem diplomática com efeito dissuasor.
A decisão de Washington insere-se num objetivo inscrito na estratégia de segurança nacional norte-americana: retirar de cena o que considera ser o principal fator de desestabilização regional, o Irão. O momento escolhido não é aleatório.
O regime iraniano atravessa uma das fases mais delicadas das últimas décadas. Os protestos brutais no início do ano, reprimidos com milhares de mortos, fragilizaram profundamente a estabilidade interna. A própria geografia do Irão, que historicamente funcionou como barreira defensiva contra ameaças externas, revelou-se um obstáculo no controlo simultâneo de múltiplos focos de contestação interna, devido à........
