A política das aparências
A democracia brasileira está naufragando nas aparências. Há muita ação e reação ao que parece ser. Decisões baseadas nas aparências afogam a democracia em um caudal de enganos e erros de julgamento. Há muita gente, por exemplo, agindo como se a disputa presidencial estivesse empatada. As pesquisas retratando o momento atual não garantem que esteja. Falta muito para termos o quadro real das intenções de voto.
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Bolsonaro foi visto como libertário, liberal e austero. É autoritário, golpista e gastador. Condenado pelo Supremo Tribunal Federal, cumpre pena. Seus apoiadores fingem que foi injustiçado e querem sua anistia, entre eles o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, que aparenta ser terceira via na disputa presidencial pelo PSD.
Cláudio Castro, quis enganar a todos o tempo todo. Fez o pior governo das últimas décadas. Surgiu na calda de Wilson Witzel, tão incidental quanto ele e igualmente cassado. Castro foi condenado pela contratação irregular de mais de 27 mil cabos eleitorais na Ceperj, fundação da UERJ. Apoiado nessa irregularidade foi reeleito e pôde governar porque o juiz do TRE segurou o processo contra ele.
Quis parecer bom na segurança pública. Nunca foi. O tráfico e as milícias dominaram livrementeparte do território do estado........
