E quando o criminoso é médico?
O assassinato de dois médicos por um colega de profissão, ocorrido na última semana em São Paulo, causou perplexidade, revolta e indignação. E com razão. Segundo as investigações, o crime teria ocorrido após um conflito ligado a disputas empresariais e contratos na área da saúde.
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Quando o assassino é médico, o que muda? Ora, na prática, nada.
Vamos aos fatos: dois médicos foram mortos a tiros por um terceiro médico. Nada disso ocorreu no exercício da atividade médica. Nada disso envolve paciente, assistência, ato médico ou dilema ético. O que existe é violência extrema, deliberada, injustificável. Embora se trate de um crime bárbaro, não foi cometido por um médico no exercício da medicina: foi cometido por um criminoso que, por acaso, possui um diploma de medicina.
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