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O tempo das coisas

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25.05.2026

Uma das coisas mais importantes que aprendi ao fazer pães foi respeitar o tempo.

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Antes de entrar na panificação, achava que a paciência e a espera estavam ligadas a uma certa passividade. Trabalhando como arquiteta de eventos corporativos, o que vivia era exatamente o oposto: urgência, imediatismo, prazos impossíveis – tudo era para ontem, pois hoje já teríamos um novo projeto. Mas, em vez de me sentir estimulada por esse ritmo, estava cada vez mais frustrada diante da impossibilidade de maturar ideias, de acompanhar processos, de ver as coisas nascerem e crescerem.

Ervas aromáticas trazem toque de frescor a pratos doces e salgados

Foi então que me deparei com um outro tipo de tempo.

Vivendo em uma época de imediatismos, me encantei por esse processo vivo e incontrolável, que tem seu próprio meio de acontecer. É preciso sentir a massa, sentir a temperatura, misturar, esperar, descansar, fermentar, dobrar… e quanto mais íntimo desse tempo ficamos, maior é a alegria da surpresa.

Hoje percebo que paciência é amadurecimento e humildade. É fundamental entender........

© Estado de Minas