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No mato sem cachorro: a eleição de 2026

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25.08.2026

 O eleitor brasileiro vai precisar de muita criatividade ao tentar fazer sua escolha de candidatos para o pleito de outubro. O distanciamento entre o eleitor e os candidatos é especialmente grave no nível federal. Em alguns dias, começará o massacre da propaganda eleitoral. Mas o eleitor brasileiro continuará perdido no cipoal de promessas vazias e marchinhas sem nexo. Para entender melhor o que está por trás do barulho das campanhas, visitamos os planos de governo dos principais candidatos à Presidência da República. Fizemos uma avaliação comparativa das agendas de governo por meio da frequência léxica – uma contagem de palavras – pra tentar entender o que estaria sendo planejado e quais as prioridades dos candidatos e de suas respectivas equipes.

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Pesquisamos as agendas de cinco candidatos: Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Renan Santos. Para tornar comparável a análise de palavras entre as cinco agendas, procuramos nelas 58 vocábulos indicados pelo Instituto Atlântico que, desde 1994, vem elaborando propostas de políticas públicas para candidatos presidenciais. O Atlântico tem grande experiência sobre o que um projeto para o Brasil precisaria conter para nos resgatar do atual chove-não-molha em que estamos desde o Plano Real. O “Vocabulário da Superação”, de 58 palavras, respeita a linha social-liberal do Atlântico e foi testado nas cinco agendas programáticas dos candidatos, por meio da busca e contagem das vezes em que cada palavra aparece [ver Quadro]. Eis alguns dos principais resultados:

1) Palavras mais empregadas (mais de........

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