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A Guerra do fim do mundo

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24.03.2026

Pela primeira vez, desde os choques do petróleo na década de 1970 (os de 1973 e de 1979), especialistas de mercado e analistas acadêmicos começam a falar de consequências do atual desarranjo no suprimento do produto, tão graves quanto nos episódios precedentes. O chefe da AIE – Agência Internacional de Energia –, Fatih Birol, comparou o corte atual na oferta mundial de petróleo, da ordem de 11 milhões de barris/dia, a mais de duas vezes os 5 milhões/dia subtraídos do mercado em cada um dos choques dos anos 1970. A comparação de Birol assusta, mas é apenas parcialmente válida. O mundo aprendeu muito com os choques anteriores. A oferta de petróleo se diversificou bastante e o Brasil é um desses exemplos, tendo passado de importador a exportador líquido, enquanto novas fontes de energia foram sendo encontradas e exploradas, bastando lembrar a substituição de queima de combustíveis por eletricidade na indústria automobilística.

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Ainda assim, não dá para minimizar o que está acontecendo no Oriente Médio. Especialmente pelos atores envolvidos e pelas motivações altamente incendiárias de ambos os lados. Nas crises do petróleo da década de 1970, a motivação econômica pelo aumento de preços por parte dos países da OPEP era predominante sobre considerações ideológicas ou militares, ainda que houvesse repercussões nessa área, como a própria queda do Xá Rezah Pavlevi e sua substituição pelo regime dos........

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