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Hinos nacionais: Simulacro de guerras

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29.06.2026

Fazer um ranking dos 48 hinos da Copa é um passatempo típico daquele que se tornou o principal momento do ano da grande maioria das pessoas em vários países do mundo. Ocasião para lembrar dos países esquecidos e prestar a atenção nos muitos lembrados. Traz lições sobre como o futebol civiliza paixões que, soltas, viram pólvora.

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Há algo muito inglês na troça autodepreciativa que abre um dos comentários mais lidos desta Copa. Escrevendo para o “The Athletic”, o braço esportivo do influente “The New York Times”, um jornalista de Londres resolveu ranquear os 48 hinos do Mundial e, com toda a pompa de um juiz imparcial, coroou o pior de todos: o da própria Inglaterra. “God Save the King”, sentenciou, é uma ladainha cerimoniosa sobre “um senhor de idade”.

Rir do próprio símbolo nacional diante do mundo é esporte que poucos povos praticam com tanto gosto. A autodepreciação é o patriotismo dos que se sentem seguros de si. Mas, por baixo da galhofa, aquela lista de hinos é um curioso ensaio de política internacional. Com bandas de instrumentos múltiplos e fileiras de jogadores desafinando, a Copa coloca as nações lado a lado e cada um canta quem pensa que é.É um dos raríssimos momentos da........

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