Tarifa dos EUA podem parar 55% das usinas de ferro-gusa em Minas
A fixação de tarifas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA, de 1974, vai afetar o parque produtor de ferro-gusa de Minas Gerais, que responde por 70% da produção nacional do setor siderúrgico. Segundo alerta do Sindicato da Indústria do Ferro no Estado de Minas Gerais (Sindifer-MG), a imposição de taxas de 25%, acrescidas de uma segunda taxa de 12,5%, vão afetar a competitividade do setor. Com a taxa, que pode chegar a 37,5%, o Sindifer estima que 55% das usinas podem ser forçadas a paralisar suas atividades, impactando o PIB e a competitividade da indústria brasileira. Com 48 usinas e 63 fornos, Minas Gerais tem capacidade instalada para produzir cerca de 420 mil toneladas por mês, sendo que Sete Lagoas, com 21 fornos, lidera a produção estadual e deve ser afetada. Segundo o Sindifer, em 2025 a produção nacional somou 5,4 milhões de toneladas, com Minas respondendo por 70%. Do total produzido no país, mais de 80% foram para os EUA. Só em Sete Lagoas, mais de 1 milhão de toneladas foram exportadas no ano passado. Entre janeiro e maio de 2026, a produção nacional somou cerca de 1,6 milhão de toneladas, das quais 80% foram exportadas aos EUA. “Esse cenário afeta todo o país, principalmente Minas Gerais, e deverá comprometer empregos, investimentos e a geração de divisas”, afirma Fausto Varela, presidente do Sindifer-MG. O setor gera mais de 60 mil empregos diretos e indiretos em Minas.
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