Bad Bunny, Super Bowl e a tecnologia superando barreiras culturais
Escrevo esta coluna de estreia me sentindo um pouco enferrujada. Como jornalista, há mais de uma década migrei para o “outro lado do balcão”, como costumamos nos referir a quem trocou a emoção das redações pela estabilidade do mundo corporativo. Já faz alguns anos que passo o dia escrevendo, é verdade. Mas, na maior parte do tempo, são orientações, documentos estratégicos, planejamento... Elaborar algo mais pessoal parece, então, um desafio.
Fique por dentro das notícias que importam para você!
De toda forma, a ideia aqui é trocar com você aí do outro lado — lendo estas letras provavelmente espremidas numa tela na palma da sua mão — um pouco das impressões de alguém que está imersa no universo da tecnologia, mas com o pé na crítica, fruto da minha formação jornalística e cultural. São reflexões sobre esse modo de viver nos anos 20 do século 21, oscilando entre o real e o virtual.
Esta semana, não pude deixar de pensar sobre como a tecnologia foi capaz de refazer a geopolítica cultural — e a forma como esse fenômeno será cada vez mais potencializado pela inteligência artificial. Abri os olhos na última segunda-feira e comecei a rolar o feed em busca das notícias da final do Super Bowl, evento mais importante daquele esporte com bola oval — para mim, menos........
